Google Music – Ainda longe do iTunes

Quando o gigante das buscas online lança um produto – por mais que ele possa ser extinto depois de alguns anos – ele se impõe como a grande ameaça do setor.

Nem tanto pela qualidade ou novidade do produto, mas pelo tamanho e pela penetração da marca no cotidiano dos usuários.

Ao lançar, na última semana, o Google Music Store, ele se tornou instantaneamente o grande competidor do veterano e pioneiro iTunes, da Apple.

O detalhe é que a loja de músicas do Google vai precisar percorrer um longo caminho para poder se tornar, realmente, um competidor à altura do iTunes.

O Google Music Store foi lançado depois de meses de especulação e de uma versão Beta na nuvem competente nos Estados Unidos.
Agora, usuários do Android poderão comprar músicas diretamente da Android Market por meio de um acordo notável com grandes coorporações como a Universal Music Group, a Sony e a EMI.

Ao total, serão oferecidos ao usuário 13 milhões de músicas. Durante o evento do dia 15 de novembro, o Google revelou que cada conta poderá armazenar até 20 mil músicas.

O serviço irá oferecer críticas de músicas, singles e álbuns, além de informações exclusivas para usuários de Android de diversas bandas.
Pela ferramenta, também serão disponibilizadas prévias de 90 segundos das canções antes da opção de comprá-las.

O Google Music Store também pensou no produtor de música

Por uma taxa única de US$ 25, uma banda, por exemplo, poderá criar uma página para colocar vídeos, informações e músicas para vender. Trata-se de um campo “abandonado” pela antiga febre, o MySpace e sequer tocado pela iTunes. Em troca, o Google fica com 30% do total das vendas que acontecerão a um preço estipulado pelos músicos.

Parece encantador, mas é preciso olhar o Google Music Store em perspectiva. Em primeira instância, desde que Larry Page reassumiu como CEO da companhia, em janeiro de 2010, o Google não tem medido esforços para unificar as plataformas e banir as que, grosso modo, não vendem um bom conceito. Aliás, Page voltou ao cargo justamente para uma vocação do Google que, segundo ele mesmo, estava esquecida: a de construir bons produtos, em vez de somente criar boas soluções.

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