Vírus em caixa eletrônico: ameaça real depois dos chupa-cabra

por Silvio Meira

Os bandidos estão se mudando da era industrial, e dos métodos físicos para cometer crimes, em direção à era do conhecimento.

Além das quadrilhas especializadas em roubo de identidade, na web, para assaltar contas bancárias [virtualmente], a turma que usava os “chupa-cabra” (sistemas de hardware instalados nos caixas eletrônicos pra capturar informação e clonar cartões de banco) está começando a usar software para o mesmo efeito.

O pessoal da Trustwave descobriu alguns caixas eletrônicos contaminados por um tipo de malware [software malicioso] com funcionalidades avançadas de administração, permitindo o total controle do equipamento através de uma interface customizada.

O malware permite copiar todos os dados dos cartões inseridos na máquina, criptografá-los e depois imprimir, analisar o número e tipo das transações realizadas no caixa, ejetar o cassette de dinheiro e, claro, desinstalar o próprio malware do equipamento, eliminando rastros.

Pelo que se viu, o software encontrado até agora é uma versão tosca e é bem provável que, nos próximos tempos coisa muito mais sofisticada apareça e se espalhe pelo planeta.

Quando se diz que a economia e a sociedade são da informação e do conhecimento, se quer dizer que toda a sociedade e economia são da informação e do conhecimento. as partes boas, as mais ou menos e as más. E as muito más também.

É bom a gente deixar a ingenuidade de lado e tratar as ameaças virtuais sempre de forma muito mais séria do que se trata, vez por outra, aqui e ali, um grupo ou outro de malfeitores adolescentes online, como se fossem heróis.

Porque não são.

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