iPad 2 ou Motorola Xoom: Qual o melhor?

O embate dos campeões.

É como um clássico das madrugadas, uma luta de Mike Tyson versus Evander Holyfield. Bem parecido mesmo, já que mesmo assistindo à luta, já quase sabíamos quem sempre levaria a melhor.

Estive frente a frente com os monstros da tecnologia por alguns dias, e coloquei o Apple iPad 2 para lutar com o Motorola Xoom, a aposta do iOS contra a aposta do Android aqui no Brasil.

E mesmo com você fazendo “tsc tsc” aí do outro lado, vamos falar sobre os dois para que você saiba que nada pode ser bom em tudo.

Design

Comecemos pelo design. Eu posso discorrer sobre isso em ambos os aparelhos, mas a opinião final é sempre de quem vai comprar, por isso é tudo relativo. O iPad 2 é mais quadradinho e mais fino (0,8 cm), enquanto que o Xoom é mais comprido e mais grosso (1,2 cm). A diferença de peso entre os dois é de apenas 100 gramas, com o tablet da Apple como peso-pena.
O iPad está disponível em duas cores, branco e preto, que ficam na moldura da tela, abaixo do vidro. O Xoom não tem variação de design, e possui traseira em aço escovado e uma parte emborrachada. Não há qualquer botão físico na frente do Xoom, apenas o de energia atrás e o de volume ao lado. Já o iPad 2 possui o botão home na frente, o de volume e travamento na lateral e o de energia em cima.
Os dois são bonitos, ponto.
RESULTADO: Empate

Tela

Aqui temos um terreno onde o Xoom quase leva. Além de possuir uma tela maior – 10.1 contra 9.7 do iPad 2 –, a resolução geral em pixels também é ligeiramente superior: 1280×800 pixels – 150 pixels por polegada – no Xoom e 1024×768 pixels – 132 pixels por polegada – no iPad 2.
Como desvantagem há o brilho: a tela retroiluminada por LEDs do iPad 2 é muito mais brilhante que a do Xoom, que é apenas TFT, mas o aspect ratio desse último é melhor para assistir conteúdo HD widescreen.
Essa tela mais achatada do Xoom o deixa em melhores condições para a reprodução de vídeos em widescreen, enquanto que o iPad 2 consegue funcionar bem nas duas posições. Isso também é fácil de notar na própria disposição dos aparelhos. Normalmente somos guiados a segurar o iPad em posição vertical, enquanto que a largura e os botões do Xoom fazem com que naturalmente o seguremos em posição horizontal.
E não caia nessa história da Apple de que sua tela tem proteção contra marcas de dedo. Meus dedos são óleo puro – nem tanto – e marquei as duas telas igualmente durante o uso, não há vantagem em nenhum dos dois aqui.
RESULTADO: Empate

Sistema operacional

Cada versão do iOS chega melhor. No caso, o iPad 2 conta com a 4.3, que já é ótima. Esperamos todos ansiosamente pela versão 5, que promete melhorias ainda mais fantásticas. O iOS já vem sendo utilizado há anos e desde sua primeira versão já chegou bonito e bom – fora a falta da multitarefa – é um sistema fácil de configurar e de navegar, com visual lindo.
A Google levou algum tempo pra lançar uma versão do Android específica para tablets. Demorou tanto que algumas empresas – como a Samsung e ZTE – lançaram produtos com antigas versões, apenas para smartphones. Resultado desastroso.
Uma versão otimizada finalmente chegou com a 3.0 (codinome Honeycomb), mas ainda se mostra de difícil aprendizado para os usuários, mesmo sendo muito bonita e bem acabada. Ainda não conseguiu, por exemplo, superar a suavidade do scroll na interface do iOS, suave e precisa.
As vantagens do Android em relação ao iOS chegam com um muito melhor sistema de notificações e maior liberdade no sistema. Enquanto a Apple é muito rígida e até apaga aplicativos sem explicações, é possível colocar qualquer coisa no Xoom, até pornografia. Ah, e esse aparelho roda Flash sem nenhum problema, enquanto que o iPad 2 ainda não roda nada desse tipo.
Sendo assim, é muito mais fácil e mais indicado personalizar seu Xoom. A interface da home pode ser recheada de widgets de formatos diferentes e com grande utilidade. Já no iPad 2 quase não há personalização, mas sua interface fica mais elegante, mais organizada.
RESULTADO: Empate

Usabilidade

A Apple tem anos e anos de pesquisas nas costas para entregar ao usuário um produto simples e fácil de navegar, e algo tão, mas tão legal que ele vai se perguntar como viveu sem isso até hoje. E é por isso que a usabilidade do iPad 2 é matadora.
O sistema bem desenvolvido torna os toques leves, suaves e precisos, como navegar em seda. Os aplicativos e a interface são belos, dá gosto de olhar. O iOS é quase tudo de bom, tanto que há vários vídeos na internet de bebês e até gatos interagindo com o iPad. E se funciona com gatos, então funciona com quase qualquer um.
O Google se esforçou e, junto com a Motorola, entregou um Honeycomb muito melhor adaptado para tablets, com botões mais proporcionais e aplicativos que usam e abusam da tela grande na hora da navegação. Foi um salto e tanto em relação às versões 2.×. O sistema é mais escuro para não agredir os olhos e muito mais elegante, mas ainda tropeça na funcionalidade.
Para quem já mexeu com algum Android, já vai parecer um pouco complicado se acostumar ao novo lugar dos botões. E para quem nunca mexeu, vai precisar de paciência por algumas semanas até “pegar o jeito”. Não é nada impossível, mas não é “plug & play” como a Apple.
Um item importante em que os dois se saem bem é no teclado. É um bom medidor de usabilidade e tanto o iPad 2 como o Xoom se viraram bem. Tanto as teclas achatadinhas do Xoom como as quadradinhas do iPad 2 têm bastante espaço entre si, funcionam para textos digitados rapidamente e têm boa resposta de toque, algo essencial. O Honeycomb tem inclusive algumas teclas de atalho a mais.
O navegador do Honeycomb é mais completo, e se assemelha àqueles encontrados em desktops, algo como o Firefox. As abas ficam acima da barra de endereços, e podem ser abertas em abundância. O iPad 2 também tem diversas abas, mas é mais complicado interagir com elas.
RESULTADO: iPad 2

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