Entrevista: Após Bill Gates, sucessor leva Microsoft para as nuvens

Esta é a 3ª parte da entrevista de Ray Ozzie sobre a nova estratégia da Microsoft

No Windows 7, vocês passarão para o Windows Live alguns aplicativos que eram parte do sistema operacional.

Como você vê a evolução do sistema com esta migração para serviços hospedados? Parece que ele se tornará um ambiente de controle para agregar e gerenciar os serviços. Esta visão é real?
Ray Ozzie: É uma perspectiva interessante. A razão para os aplicativos serem ‘excluídos’ é que, em muitos casos, agora eles querem ser componentes de serviços e software. Oferecê-los como serviço e atualizando o software conforme a sua evolução é uma forma melhor de empacotar aplicativos, como no caso do Movie Maker e do Photo Gallery.

E com relação ao núcleo do sistema operacional, há muita inovação em jogo, graças à variedade de PCs que usamos. Eu tenho, por exemplo, meu computador em casa, meu notebook para uso diário e um modelo mais portátil para viagens.

O que quero dizer é que o principal propósito do sistema operacional no dispositivo, independente de qual ele seja, é ter o melhor valor nele. No caso dos aplicativos, é atuar da mesma forma como serviço, no PC e no celular. Logo, acho que há grandes oportunidades de inovação.

Ainda tento entender o equilíbrio entre o sistema operacional como algo que tira vantagem do hardware em que roda, e o sistema como algo que também tira vantagem da web.
Para tentar ser o mais claro possível, o sistema que você tira da caixa terá algumas conexões com a web, como o navegador e o Windows Update. Estas são as conexões-base à internet. Temos que, de certa forma, limitar esta ação, porque muitos usuários do Windows não têm conexões de qualidade.

As partes que conectam o Windows à internet usarão a rede para oferecer algumas características específicas. Teremos certeza de que o Windows possui APIs abertas o bastante para que você sinta que estas extensões são naturais.

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