Como funciona o horário de verão

Todo ano, durante a primavera e o verão, os brasileiros das regiões sul, sudeste, centro-oeste e a Bahia precisam adiantar 1 hora os relógios.

É o horário de verão, cujo objetivo principal é promover economia de energia elétrica através do aproveitamento da luz natural dos dias mais longos nesta época do ano.

A medida é mais eficiente nas regiões distantes da linha do equador, porque nestas regiões os dias se tornam mais longos, e as noites, mais curtas.

Já nas regiões próximas à linha do equador, os dias e as noites têm duração igual ao longo do ano, e a implantação do horário de verão nesses locais traz muito pouco ou nenhum proveito.

Dessa maneira, no Brasil, o horário de verão acontece apenas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Norte e Nordeste a medida não é aplicada.

E a programação da TV, como fica?

Nos estados brasileiros onde não vigora o horário de verão, o único impacto que as pessoas sentem é na programação das emissoras de televisão, que segue o horário oficial do Brasil adotado pelo Distrito Federal.

Um dos principais resultados esperados é diluir o horário de pico, evitando assim uma sobrecarga do sistema energético. Sem o horário de verão, o consumo maior de energia acontece por volta das 18h, coincidindo também com o consumo do comércio e da indústria. Com o adiantamento em uma hora, não há coinciência da entrada da iluminação, pois em sua grande maioria o comércio e a indústria reduzem o seu consumo a partir das 18h.

Para exemplificar tudo isso, imagine o seguinte. Nas grandes cidades, as pessoas começam a chegar em casa por volta de 18 horas, ou seja, no início da noite. Chegando em casa a pessoa liga a luz elétrica interna. Nessa mesma hora, entra em operação a iluminação pública, placas de luminosos comerciais, etc. Além disso, as indústrias continuam trabalhando.
Com o horário de verão, as cargas de iluminacão pública e das residências passam a entrar após 19 horas, justamente quando o consumo industrial começa a cair. Com isso há a redução na carga nesse horário.

Na prática o horário de verão costuma gerar em média uma economia de energia da ordem de 1% e na demanda, no horário de pico, de 3,5 a 5%.

Apesar de parecer pouco, isso significa uma enorme economia. No horário de verão da temporada 2006/2007, por exemplo, houve uma economia de cerca de R$ 50 milhões de reais, com 4% na demanda de energia nos horários de pico e 0,5% durante todas às 24 horas dos dias.

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