A primeira impressão na entrevista de emprego

É sábio o ditado:

“Raramente você tem uma segunda chance de causar uma boa primeira impressão”.

Costumamos pensar sobre nós mesmos como pessoas de mente aberta, mas qual foi a última vez que você parou para pensar sobre a primeira impressão que teve de uma pessoa e considerar o que mudou desde aquela primeira vez?

Pedro Gomes, ex-diretor de Recursos Humanos da 3M, explica que do ponto de vista de psicologia, nossa memória é seletiva e associa a aparência de determinada pessoa a perfis de pessoas anteriormente encontradas.

“Naturalmente somos levados a criar uma empatia ou uma não-empatia com a pessoa que encontramos pela primeira vez, em razão da associação que fazemos com outras.”

A roupa, segundo Pedro Gomes, pode dar muitas informações para um selecionador. “A maneira como uma pessoa se veste pode mostrar, num relance, se ela tem respeito para consigo mesma ou é desleixada; se tem disciplina ou é desorganizada; se tende à sociabilidade ou à introversão; se é dinâmica, se é moderna, ou até mesmo se é narcisista.”

Embora a elegância seja a recomendação eterna, Pedro Gomes considera que o exagero pode ser negativo. Ele dá como exemplo o caso recente de alguém que se candidatou a uma vaga de média gerência. “Apesar de muito elegante, a pessoa exagerou nos acessórios, como brincos e jóias. Faltou sobriedade.” Pedro Gomes confessa que a primeira impressão acabou se revelando acertada, ao identificar, na entrevista, o altíssimo nível de expectativa e ambição da candidata. “A roupa”, disse ele, “antecipou o que realmente foi confirmado.” A candidata foi recusada porque era superdimensionada para a posição.

“Na 3M não trabalhamos de paletó e gravata, porque a matriz fica na própria fábrica”, informa Pedro Gomes, “mas visto terno para qualquer contato externo.” Pedro lembra que algumas empresas estão adotando uma postura mais liberal em relação às vestimentas, até como maneira de estimular um relacionamento mais cálido entre as pessoas.

“Na Quaker, por exemplo, foi instituído o casual Friday, dia em que ficou abolido o terno, exceto para os executivos que tenham contato direto com clientes ou com o mercado financeiro. Todos os outros ficam liberados para trabalhar em camisas de mangas curtas ou até mesmo jeans.”

Como política interna, a atitude dessas empresas é louvável e certamente terá seus efeitos benéficos. Mas quando se trata de entrevista, você, candidato, não ceda à tentação: use terno azul marinho. É um passo certo para o sucesso do encontro.

2 Comments

  1. Elaine Cruz 28 de setembro de 2010

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