Java FX vai concorrer com Flash, Ajax e Silverlight

Por Juliano Barreto

Conferência JavaOne 2008

Na conferência JavaOne deste ano, o criador do Java, James Gosling e o chefe da divisão de software da Sun, Rich Green, dirigiram todas as atenções para o JavaFX.
A idéia da Sun é criar um rival poderoso para o Flash, facilitando o reaproveitamento do código das aplicações Java e, de quebra, jogar o conteúdo dos serviços da web direto nos desktops e celulares do mundo. Tudo isso da maneira mais simples possível. A meta é fazer com que o Java não seja mais um domínio exclusivo de quem é expert em programação orientada a objetos.

Logo no primeiro exemplo de uso, Rich Green mostrou que o JavaFX vai entrar de sola nos serviços da web 2.0. Ele mostrou feeds do Flickr e do Twitter rodando primeiro no Facebook, dentro de um browser, e depois, arrastou as fontes para o meio do desktop. E tudo funcionou direitinho.

Se toda essa conversa pode se concretizar, é difícil prever. Em um primeiro momento, a Sun fez o discurso certo e mostrou armas poderosas. A sintaxe do JavaFX, não por acaso, lembra a do JavaScript e a linguagem pode ser portada para múltiplos tipos de dispositivos. E aí tem uma novidade pouco explorada quando essa frase batida é usada: o JavaFX diz ser capaz de rodar com competência em set-top boxes e em players de Blu-ray. E de saída, segundo a Sun, 2,2 bilhões de celulares e 90% dos desktops do mundo estão prontinhos para o JavaFX.

Por outro lado, a competição é bastante dura. E será difícil convencer os programadores a migrar para o JavaFX, principalmente, porque existem milhões de programadores plenamento satisfeitos com tecnologias maduras como o AJAX, o CSS, o Ruby, Python, e companhia. Isso sem falar no rival peso-pesado que é a Adobe com o Flash e sua trupe (Flex e AIR), e sem citar o Silverlight, que pode dar certo com a ajuda das montanhas de dinheiro da Microsoft.

Enfim, a luta para ver quem vai dominar os aplicativos para internet será sangrenta. Não parece haver espaço para todo mundo. O próprio Rich Green fez uma boa leitura do cenário ao dizer: “Estamos vendo apenas as primeiras versões dos produtos. Isto é apenas o começo”.

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