Fim do Orkut

O Google decidiu acabar com o Orkut ainda este ano.

Maior rede social do mundo até 2011, o serviço está perto do fim.

Na manhã desta segunda-feira (30), Paulo Golgher, diretor de engenharia do Google, publicou uma nota no blog oficial da companhia confirmando que o Orkut será descontinuado no dia 30 de setembro deste ano.

A partir desta segunda-feira (30), novos perfis não poderão ser criados e usuários antigos terão um período para poder exportar seus dados, como fotos e scraps.

Uma ferramenta também permitirá converter o perfil do Orkut em perfil no Google+, rede social criada em 2011, mas que ainda tem pouquíssimos usuários.

Depois de setembro, nem mesmo o endereço “orkut.com” deverá ser mantido pela empresa, visto que Orkut Büyükkökten, engenheiro turco criador da rede, deixou o Google há quatro meses e pretende manter controle sobre o domínio.

Atrativo do Orkut, as comunidades terão tratamento diferenciado. Ao menos parte delas não será apagada –ficará mantida de forma estática, “congelada”, como uma espécie de museu do serviço. A ideia é preservar a memória da internet brasileira na década passada.

Em relação a perfis e comunidades suspeitos de envolvimento em crimes, como pornografia infantil, os dados de casos com investigação em curso serão preservados também até o final do ano. Em julho de 2008, Google e Ministério Público firmaram um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) sobre o tema como resultado da CPI da pedofilia.

No TAC, o Google se comprometeu a comunicar os casos em que o material ilícito fosse divulgado e a preservar em seus servidores os conteúdos necessários à investigação do crime por um prazo de 180 dias, prorrogável por mais 180 dias.

Fim do Orkut
JUSTIÇA

O Orkut, que ainda conta com cerca de 5 milhões de usuários no Brasil, segundo dados da consultoria Ibope Nielsen, voltou a gerar problemas para o Google na Justiça brasileira neste ano.

No último mês de fevereiro, o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) denunciou dois diretores do gigante de buscas por considerar que a empresa prejudicou investigações sobre pornografia infantil na internet no Brasil.

Segundo o MPF, deixaram de ser cumpridas pelo menos 14 ordens judiciais em ações destinadas à apuração de casos envolvendo usuários do Orkut. A denúncia é referente a registros que são investigados desde 2010.

O Google diz que considera as acusações “ultrajantes” e afirma que a ação é “incompreensível”. Também diz que colabora com as autoridades brasileiras em investigações contra a pornografia infantil e cumpre “à risca todas as ordens judiciais que estão ao seu alcance, inclusive dentro do TAC”.

Em abril, o juiz da 5a Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo acatou a denúncia do MPF contra a diretora jurídica do Google Brasil, Fabiana Regina Siviero, pelo crime de desobediência (cometido 13 vezes), previsto no artigo 330 do Código Penal.

O outro executivo, André Zanatta Fernandes de Castro, entrou em acordo com o MPF e deve pagar cestas básicas ou prestar serviços comunitários.

Além disso, o MPF também moveu uma Ação Civil Pública contra o Google e pediu uma indenização de R$ 697 milhões. O Google está recorrendo da decisão, mas já foi obrigado a pagar R$ 24,3 milhões.

“As alegações injustas contra nossos funcionários enfraquecem a cooperação construída nos últimos anos entre as autoridades brasileiras e o Google para combater o abuso sexual de crianças. Esperamos que essas acusações sejam rejeitadas para que nossos funcionários possam continuar a ajudar na luta contra a exploração sexual de crianças on-line”, disse o Google em comunicado à época da denúncia.

NOTA

Confira na íntegra a nota divulgada pelo Google nesta segunda-feira (30):

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