Estudante britânico gasta U$12mil em internet móvel banda larga

A demora na implementação das leis que regem a política de utilização da internet móvel banda larga no Reino Unido causa transtorno aos seus usuários e contas que ultrapassam os U$10.000

Por Fabiana Baioni

A internet móvel banda larga está apresentando os primeiros sinais de desvantagem.

O estudante britânico William Harrison, de 22 anos, que o diga. No final do ano passado Harrison foi para França fazer um intercâmbio de 6 meses. Para que continuasse tendo acesso a internet durante o período que estivesse fora do país, o estudante e seu pai foram até uma loja da Orange solicitar um plano de acesso a internet que pudesse ser usado no exterior. Um mês depois, a surpresa: William Harrison recebeu sua primeira fatura, no valor de U$12.000.

Segundo o jornal The Guardian isso aconteceu porque as leis que regem a utilização da internet móvel banda larga no Reino Unido ainda não entraram em vigor. Uma das obrigações que a lei prevê é que o acesso a internet seja bloqueado quando o usuário ultrapassar o limite de transferência de dados pré-estabelecido em contrato.

Porém a confusão foi um pouco maior. De acordo com o site Tech.Blorge a Orange vendeu um pacote de uso ilimitado ao estudante, que passou a usar a internet para os mais variados fins, inclusive conversas com a família pelo Skype.

Ainda segundo o Tech.Blorge o pai de William, George Harrison disse ao The Guardian que está preocupado com as implicações que uma conta nesse valor podem trazer ao seu filho. E que acha errado a forma com que a internet móvel banda larga da Orange foi vendida.

Com a falta de regulamentação para esses casos, a Orange ? quando questionada sobre o acontecido ? disse não poder monitorar o acesso de seus usuários a internet para não violar a política de privacidade dos clientes da empresa, mas concorda que o valor da fatura é absurdo.

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