Adolescente é condenado por usar Facebook para chantagear colegas sexualmente

O rapaz, que se fazia passar por ?Kayla?, incitava garotos a enviarem fotos íntimas e depois ameaçava de divulgá-las na internet.

Por Nátaly Dauer

Um adolescente de Wisconsin passará os próximos 50 anos na cadeia após ser condenado nesta terça-feira por utilizar a rede Facebook para obrigar dezenas de colegas de escola a realizar atos sexuais, chantageando-os por meio de fotos e vídeos.

Anthony R. Stancl, de 19 anos, recebeu 12 acusações, que teriam como pena máxima em torno de 300 anos de prisão.

Stancl foi acusado de se passar por uma garota na rede social Facebook, durante os anos de 2007 e 2008, e persuadir mais de 30 colegas a enviar fotos nuas de si mesmos, utilizando posteriormente as imagens para chantageá-los sexualmente.

A investigação começou após a denúncia de um garoto de 16 anos, que estava sendo chantageado para fazer sexo oral e anal com Stancl. O garoto, que na época tinha 15 anos, trocara fotos suas explícitas com “Kayla? pela internet, que depois ameaçou divulgá-las na escola a menos que ele aceitasse realizar atos sexuais com Stancl.

Stancl fotografava os encontros, o que possibilitava novas chantagens, contaram os investigadores do caso.
A vítima assumiu ter participado de ao menos 4 atos sexuais, mas quando ?Kayla? pediu a ele uma foto de seu irmão nu, ele contou tudo aos seus pais e à polícia.

A polícia identificou 31 vítimas, todas tendo trocado fotos ou vídeos com alguém que pensavam ser uma mulher. Mais da metade delas afirmou que foi ameaçada de ter suas fotos divulgadas na internet a menos que concordassem em participar de atos sexuais com um amigo da ?garota?.

Em seu computador foram encontradas mais de 300 fotos de estudantes menores de idade do New Berlin Eisenhower High School em Wisconsin, alguns inclusive com menos de 15 anos, conta o site TG Daily.

Ele não se defendeu das acusações de abuso sexual repetitivo da mesma criança nem de abuso sexual em terceiro grau. Em troca, a promotoria retirou acusações que incluíam abuso sexual em segundo grau, sedução de menores e posse de pornografia infantil. Stancl não disse nada no tribunal além de responder as questões do juiz com ?sim? ou ?não? e contar que toma remédios para depressão há alguns anos.

O acordo também desobrigou as vítimas de comparecerem para depor, um fator chave nas negociações, disse Brad Schimel, promotor do distrito de Waukesha, afirmando também nunca ter participado de um caso onde as vítimas estivessem tão apreensivas quanto ao depoimento, informou o site do jornal The Washington Times.

As investigações caminham junto com outro caso no qual Stancl foi acusado de escrever uma ameaça de bomba na parede do banheiro da escola, em novembro de 2008, seguida de e-mails anônimos para dois professores que diziam ?Good luck tomorrow. Boom? (em português ?Boa sorte amanhã. Boom?.).

Stancl admitiu aos investigadores o envio do e-mail de uma biblioteca pública, sob falsa identidade. A acusação de ameaça de bomba estava entre as descartadas no acordo da sentença;

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